Lesão pouco frequente, a ruptura do músculo peitoral maior tem aumentado seu número, principalmente em esportes relacionados com atividade física intensa como nos praticantes de musculação (halterofilistas).
Acomete com maior frequência pacientes jovens e ativos, especialmente levantadores de peso durante a prática de supino.
Acomete com maior frequência pacientes jovens e ativos, especialmente levantadores de peso durante a prática de supino.
O uso de anabolizantes é um importante fator no surgimento desse problema.halterofilistas
Anatomia
O músculo peitoral maior possui um formato triangular, com origem na clavícula, no esterno e nas costelas ( 1˚a 6˚) e aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome, e inserção no úmero proximal lateralmente ao tendão do bíceps, de forma laminar com 6 mm espessura e 8 cm de altura 9 (craniocaudal).
Mecanismo de lesão
O mecanismo de lesão indireto é o mais comum nos atletas, com maior incidência nos exercícios de supino.
Nesse exercício existe uma contração excêntrica das fibras inferiores nos últimos 30˚ de extensão, predispondo a lesão.
Nesse exercício existe uma contração excêntrica das fibras inferiores nos últimos 30˚ de extensão, predispondo a lesão.
O mecanismo direto está relacionado a esportes de contato, como o rúgbi e o futebol americano.
Quais são os sintomas ?
O atleta pode apresentar dor, equimose ( mancha roxa na pele – reflete sangramento), e edema ( inchaço ) na região anterior do ombro e toráx, com limitação dos movimentos de adução (trazer o braço junto ao tórax ) e rotação medial.
Como confirmo o diagnóstico?
A ressonância nucelar magnética representa o melhor método de escolha no diagnóstico e entendimento da anatomia da lesão, sendo melhor visualizada com o braço em discreta rotação lateral para tensionar o tendão.
Fig. A: Irregularidade dos contornos da margem distal da cabeça esterno-costal do músculo peitoral maior.
Cabeça clavicular do músculo peitoral maior preservada.
(fonte: www.milton.com.br)
Tratamento
Pode ser feito de forma cirúrgica ou não cirúrgica (conservadora).
As lesões parciais, na porção muscular (medial) enquadram-se no tratamento conservador por meio de repouso com tipoia e medidas para aliviar as dores.
As lesões completas são de tratamento cirúrgico com reinserção do tendão lesado por meio de âncoras metálicas, parafusos e endobutton nos casos agudos e enxerto de tendão nos casos crônicos, pela incapacidade do tendão reinserir diretamente no osso.




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