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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ruptura do músculo peitoral maior.

Lesão pouco frequente, a ruptura do músculo peitoral maior tem aumentado seu número, principalmente em esportes relacionados com atividade física intensa como nos praticantes de musculação (halterofilistas).
Acomete com maior frequência pacientes jovens e ativos, especialmente levantadores de peso durante a prática de supino.
O uso de anabolizantes é um importante fator no surgimento desse problema.halterofilistas

Anatomia

O músculo peitoral maior possui um formato triangular, com origem na clavícula, no esterno e nas costelas ( 1˚a 6˚) e aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome, e inserção no úmero proximal lateralmente ao tendão do bíceps, de forma laminar com 6 mm espessura e 8 cm de altura 9 (craniocaudal).

Mecanismo de lesão

mecanismo de lesão indireto é o mais comum nos atletas, com maior incidência nos exercícios de supino.
Nesse exercício existe uma contração excêntrica das fibras inferiores nos últimos 30˚ de extensão, predispondo a lesão.
mecanismo direto está relacionado a esportes de contato, como o rúgbi e o futebol americano.

Quais são os sintomas ?

O atleta pode apresentar dor, equimose ( mancha roxa na pele – reflete sangramento), e edema ( inchaço ) na região anterior do ombro e toráx, com limitação dos movimentos  de  adução (trazer o braço junto ao tórax ) e rotação medial.

Como confirmo o diagnóstico?

A ressonância nucelar magnética representa o melhor método de escolha no diagnóstico e entendimento da anatomia da lesão, sendo melhor visualizada com o braço em discreta rotação lateral para tensionar o tendão.

Fig. A: Irregularidade dos contornos da margem distal da cabeça esterno-costal do músculo peitoral maior.

Cabeça clavicular do músculo peitoral maior preservada. 
(fonte: www.milton.com.br)


Tratamento

Pode ser feito de forma cirúrgica ou não cirúrgica (conservadora).
As lesões parciais, na porção muscular (medial) enquadram-se no tratamento conservador por meio de repouso com tipoia e medidas para aliviar as dores.
As  lesões completas são de  tratamento cirúrgico com reinserção do tendão lesado por meio de âncoras metálicas, parafusos e endobutton nos casos agudos e enxerto de tendão nos casos crônicos, pela incapacidade do tendão reinserir diretamente no osso.

Durante uma competição em 2014, o atleta Scott Mendelson sofreu uma séria lesão no peitoral enquanto tentava bater o recorde mundial de supino com 325Kg.
Veja abaixo o momento em que a lesão acontece.

 





Referências:
Cohen M, Ejnisman B, Pochini A C. Clínica ortopédica da SBOT: Lesões do ombro no esporte. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008. Ruptura do músculo peitoral maior em atletas; p.99 – 110.
Figueiredo E, Terra B B, Cohen C, Monteiro G C, Pochini A C, Andreoli C V, Cohen M, Ejnisman B. Footprint do tendão do peitoral maior: estudo anatômico; rev bras ortop. 2013;48(6):519–523.

http://www.drmarcelofranklin.com.br ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA,Cirurgia do ombro e cotovelo.

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